search

Educação de meninas

O MIRIM Brasil desenvolve, desde 2018 e com o apoio do Fundo Malala, o projeto “Levante sua voz pela educação” , com foco na educação de meninas, principalmente na permanência de meninas negras, quilombolas e indígenas no Ensino Médio.

O projeto prevê a mobilização e formação para que as meninas atuem na construção de políticas públicas em educação em Pernambuco. A iniciativa inclui também a coordenação, junto a elas, de campanhas e atividades de sensibilização da população em geral em relação à construção de uma perspectiva feminista para a educação.

O Fundo Malala foi criado pela ativista paquistanesa Malala Yousafzai, a mais jovem ganhadora do prêmio Nobel da Paz. O fundo apoia pessoas e entidades que atuam em defesa da educação de meninas ao redor do mundo.

meninas na escola

No Brasil, dados mostram que o índice de alfabetização entre as meninas é maior que em relação aos meninos, que elas estudam por mais tempo e frequentam mais a escola.

Mas, assim como os meninos, elas também deixam de estudar, embora por motivos diferentes. Em 2018, 24,3 milhões de jovens mulheres com idades entre 15 e 29 anos não estudavam; a quantidade de homens era de 25 milhões.

Entre os homens jovens, a principal motivação para não estudar foi o trabalho ou a procura por uma ocupação (47,7%). Entre as mulheres jovens, o trabalho foi importante (27,9%), mas a necessidade de realizar afazeres domésticos e cuidado de pessoas foi alegada como principal motivação por 23,3% delas.

Em 2018, 28,4% das mulheres com idade entre 15 e 29 anos nem trabalhavam nem estudavam; a taxa entre os homens era de 17,6%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que é feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Gravidez na adolescência

Pesquisas nacionais e internacionais apontam que a gravidez precoce é uma das principais causas do abandono escolar entre meninas.

Os dados mais recentes do Datasus (Departamento de Informática do SUS), ligado ao Ministério da Saúde, revelam que, em 2017, a cada hora, nasceram 55 bebês de mães com menos de 19 anos no Brasil. Os números mostram também que um a cada seis bebês (16,4%) nascidos no país em 2017 foi de meninas menores de 19 anos de idade.

Na região Nordeste, um a cada cinco recém-nascidos (20%) é filho de mãe com menos de 19 anos. Em Pernambuco, a proporção é muito parecida com a situação na região. Segundo o Datasus, 19,5% dos bebês nascidos em 2017 foram de mães menores de 19 anos.

“As situações de gravidez na adolescência, além de abuso sexual, violência doméstica e trabalho infantil, quando não retiram meninas e meninos das escolas, prejudicam o processo de aprendizagem. Causam pânico, desejo de isolamento, instabilidade emocional, dificultam o raciocínio e a compreensão”, afirma Sylvia Siqueira Campos, presidenta do MIRIM Brasil.

Paradox Zero